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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Recifes de Corais

Tudo isso é simplesmente espetacular!
"O recife de coral é uma estrutura rochosa constituída por uma série de organismos marinhos portadores de esqueleto calcário. A composição calcária do recife de coral é bastante resistente à ação das ondas e das marés e muito rígida. Porém, muito frágil a mudanças do ecossistema. Estima-se que 27% de todos os recifes de coral do mundo já foram irreversivelmente degradados por causa do aquecimento global e ações predatórias como o crescimento irregular das cidades costeiras e a poluição."

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Descoberta nova espécie de peixe em poça de água doce no sul do Brasil

Austrolebias bagual, nova espécie de peixe descoberta no interior do Rio Grande do Sul



O Austrolebias bagual, que ainda não recebeu nome popular, foi encontrado em uma área de apenas um hectare no Pampa gaúcho, em Encruzilhada do Sul, interior do Rio Grande do Sul. Da família Rivulidae, a nova espécie de peixe identificada tem somente cinco centímetros e possui padrão de colorido único nos machos - a nadadeira dorsal apresenta manchas negras na vertical e o corpo marrom claro acinzentado também tem o mesmo tom de listras.

A descoberta foi divulgada pela publicação internacional AQUA – International Journal of Ichthyology. OAustrolebias bagual pertence ao grupo chamado de “peixes anuais”, que têm ciclo de vida regido pelo clima. Por viverem em poças temporárias, os indivíduos adultos morrem a cada vez que a seca atinge a região. Mas as fêmeas depositam os ovos na terra.
“Quando as poças secam, ocorre uma pausa no desenvolvimento dos embriões, conhecida como diapausa. Apenas quando volta a chover e o ambiente se torna favorável, os ovos voltam a se desenvolver e eclodem”, explica Matheus Volcan, pesquisador e vice-coordenador do Instituto Pró-Pampa.
Segundo a pesquisa, que teve apoio da Fundação Boticário, a bacia do Rio Camaquã, onde o Austrolebias bagual foi descoberto, ainda é pouco estudada e por isso sua biodiversidade é desconhecida. “Marcamos o início de um processo de ampliação do conhecimento. Queremos definir regiões prioritárias e propor ações de conservação para as espécies”, explica Volcan.


Apesar da boa notícia, os cientistas revelam que a nova espécie já está ameaçada de extinção. Os peixes de água doce estão entre os mais ameaçados, devido ao aumento de períodos de seca e a formação de poças e lagoas. Além disso, o crescimento de áreas agrícolas no Rio Grande do Sul torna os animais ainda mais vulneráveis.
Este foi justamente um dos motivos para a escolha do nome Austrolebias bagual. Os gaúchos costumam usar o termo “bagual” para se referir a pessoas corajosas e destemidas. A torcida agora é que o peixinho valente consiga sobreviver e se procriar num planeta cada vez mais quente.


Fonte: http://viajeaqui.abril.com.br/materias/descoberta-nova-especie-de-peixe-austrolebias-bagual-no-sul-do-brasil?utm_source=redesabril_viagem&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_ngbrasil

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Vírus misterioso está matando as estrelas-do-mar

Minha colega Pamela Soares estava em seu Facebook, quando observou essa notícia, que gostaríamos de compartilhar com vocês!


"Cientistas estão intrigados com uma doença misteriosa que está matando milhões de estrelas-do-mar. A epidemia atinge a costa do Pacífico do Alasca ao México. Ela vem reduzindo drasticamente a população desses animais marinhos e pode chegar a outras regiões do mundo.

O fenômeno foi observado pela primeira vez em junho do ano passado, na costa noroeste dos Estados Unidos, como relata uma extensa reportagem do site The Verge. A estrela-do-mar doente fica coberta de lesões brancas. Depois, seus órgãos internos começam se projetar para fora da pele. Por fim, o animal se desintegra, perde seus braços e morre. A doença atinge mais de 20 espécies. 

Ao longo de um ano, ela se alastrou para o norte, atingindo o Canadá e o Alasca, e para o sul, chegando à Califórnia e ao México. Até aquários que recebem água do mar foram contaminados. No aquário de Seattle, quase todas as estrelas-do-mar morreram. E já se observam alguns casos na costa Leste dos Estados Unidos, o que mostra que a doença também ocorre no Atlântico.


Ainda segundo o autor,
Se essas são as más notícias, há também dados que trazem esperança. Pelo que se observou até agora, as estrelas-do-mar não desaparecem completamente das áreas afetadas. Em geral, morrem as maiores, mas resta um certo número de estrelas pequenas.

Isso sugere que os indivíduos mais resistentes sobrevivem à doença. Eles poderão, com o tempo, se reproduzir e levar a população desses animais a ser recuperar.  De fato, já houve momentos na história em que a população das estrelas-do-mar declinou, recuperando-se depois. É possível que aconteça o mesmo na epidemia atual."


Mais sobre essa notícia em 

O que a Biologia Marinha estuda?

A Biologia Marinha  é o ramo da Ciência responsável pelo estudo dos seres vivos que têm o meio marinho como habitat, bem como dos fatores bióticos e abióticos que formam o campo de estudo.
O início dos estudos marinhos se deu através das pesquisas de Eduard Forbes, considerado o pai da Oceanografia. Hoje Oceanografia e Biologia Marinha são ciências afins, porém apresentam algumas diferenças, enquanto a primeira estuda o ambiente marinho em sua totalidade, a segunda se ocupa apenas dos seres que compõe tais ambientes, bem como comportamento, relações e hábitos. A Biologia Marinha se incumbe de pesquisar todas as características do ambiente marinho enquanto habitat de uma gama de espécies. As principais dessas características são salinidade, disponibilidade de nutrientes, profundidade, pH, iluminação, pressão, incidência de ondas e marés, além das relações interespecíficas, como predação e competição.

http://www.infoescola.com/biologia/biologia-marinha/

O predador do predador


O peixe tem fama de vilão, mas é o homem quem mata 70 milhões de tubarões por ano — só para lhes arrancar as barbatanas — e enche de lixo os oceanos onde eles vivem.
 
    Sempre que um tubarão ataca um banhista, evoca-se sua condição de grande predador dos mares. A reputação é justa, já que ele é carnívoro e está no topo da cadeia alimentar dos oceanos. A imagem da fera que ronda as praias à espreita de humanos desavisados para lhes mastigar os membros, porém, é falsa. Os ataques de tubarões a mergulhadores são acidentais. Ocorrem quando eles são confundidos com focas, tartarugas, leões-marinhos e peixes de grande porte. Em comparação com suas presas favoritas, o ser humano tem pouca gordura no corpo e não agrada ao paladar dos tubarões. É por isso que suas vítimas não são devoradas — quando o ataque acaba em morte, é por hemorragia ou afogamento.

RETRATO AMARGO: Ilustração do artista carioca Leonardo Porto premiada pelo Greenpeace: a poluição do ambiente marinho

Prática cruel: cortar as barbatanas e lançar o tubarão mutilado ao mar

      O principal objetivo dos pescadores é a retirada das barbatanas, valiosas porque a sopa feita com elas é consumida como iguaria na China e, em escala menor, no Japão, em Taiwan e em Singapura. Em geral, os pescadores lanção mão de uma prática extremamente cruel na pesca aos tubarões: capturam os animais, arrancam suas barbatanas e os devolvem agonizantes ao oceano. Um quilo de barbatanas vale, em média, 450 dólares. A sopa, um prato caro, é aguada, quase sem gosto e tem fibras gelatinosas que lembram os finos fios do macarrão oriental.
Barbatanas de tubarão: a sopa é sinal de status na China, e o consumo predatório aumenta (Foto: Morrison World News)